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terça-feira, 12 de abril de 2011

*Os Abisais que temos ao nosso lado.

2 Samuel 21.15-17

Gosto muito de Davi. É um dos meus personagens favoritos do Antigo Testamento. Isso por que sua história não omite seus sucessos e seus fracassos e em todos os episódios de sua vida encontramos lições preciosas.

Detenho-me aqui num momento curioso, registrado em 2 Samuel 21.15-17. Davi guerreiro, entusiasmado, bravo, corajoso, toma posição à frente de seus soldados e vai à luta contra os filisteus: não era uma batalha fácil, e homem de Deus se esgotou. Davi se cansou e, enquanto ainda ofegava, o gigante Isbi-Benobe procurou feri-lo. Na situação em que Davi se encontrava, nem seria necessário usar a lança de 300 siclos de cobre. Bastava um golpe com a espada virgem do gigante. Davi morreria, sem escapatória. Foi aí que Abisai entrou em cena. O amigo de Davi protegeu o Rei matando o gigante. Tal episódio me faz refletir um pouco sobre nossa jornada ministerial. Por vezes somos desafiados em batalhas tão sombrias que nos deixam exaustos. Isso mesmo! Não somos robôs, por isso nos cansamos. O ativismo nos cansa, a correria, as pressões e até mesmo os cultos nos cansam em algum momento. É impressionante como em nosso cansaço os discípulos de Isbi-Benobe aparecem. Eles se proliferam em velocidade assustadora. Pessoas que querem se aproveitar da nossa fragilidade para minar nossa estrutura. É muito mais fácil encontrar um Isbi-Benobe que um Abisai. A batalha nos mostra o quanto precisamos de amigos. Não podemos nos isolar em nós mesmos, nos fechar no nosso “mundo santo” e viver esta individualidade bruta que insiste em caracterizar nossa geração. Precisamos de Abisai, pois Isbi-Benobe já temos em fartura. A “espada virgem” do inimigo está bem ali, nos cercando, aguardando nosso momento de fragilidade, aquele momento em que nada podemos fazer senão nos render ao pecado, as lutas e adversidades que a vida impõe.

“O perigo mora ao lado”. Isbi-Benobe procura com insistência “apagar a lâmpada de Israel”. Se muito de nós tivesse um Abisai ao lado, certamente não teria sido surpreendido pelo inimigo. Sei de homens e mulheres de Deus que se expuseram ao fracasso por não terem ao lado alguém que lhe ajudasse, lhe protegesse. Às vezes a nossa vaidade é que nos afastam dos sinceros Abisais. Precisamos cultivar em nossos relacionamentos amizades que nos ajudem a atravessar os momentos críticos. Não podem ser amizades que nascem do dia pra noite. São amizades cultivadas ao longo de vivências. Procure ao seu redor identificar seus verdadeiros Abisais. Talvez você tenha mais de um, ponto pra você! Mas se não tiver algum, procure imediatamente construir relacionamentos que lhe transmita segurança. Cerque-se de pessoas honestas, sinceras e também corajosas. Amigos que não estão interessados nos favores que poderão usufruir desta amizade. Antes, devem ser amigos que estejam aptos a te socorrer em qualquer instância. Amigos de verdade. Ainda existem “Abisais”, e eles podem estar tão perto quanto longe. Cabe a nós convocá-los para estar conosco na peleja.



*(Pr. Ricardo G.)

Falando de Oração...

A experiência da oração constitui-se no elemento central da vida de cada pessoa. Foi o segredo na prática da igreja primitiva. A oração estabelece equilíbrios em nossa vida interior, entre nós e o próximo, entre nós e Deus. Hoje, nenhum projeto seu terá sucesso sem essa base de sustentação espiritual... É falar com o Pai  compartilhando nossos pensamentos e sentimentos, expressando nossas dúvidas e fazendo confissão de pecados. Declarmaos nossa adoração e agradecemos por tudo quanto o Senhor nos fez. .




Pense nisso, persevere na oração



Lindo dia pra vc

terça-feira, 1 de março de 2011

*Meus altos e baixos.



Ninguém deveria temer a morte. Eu já tive medo de morrer. Ficava apavorada só de imaginar que um dia deixaria de existir sem ter feito a minha vida valer. A luta para não deixar em branco as paginas do livro da minha vida, me fez viver quando pensava que iria morrer. Mas incluir reputação, renome, fama e poder demandam uma fabrica de energia. Viver empolga, mas também cansa para caramba.
Almejei grandes arroubos. Hoje fico satisfeita com pequenas coragens; busco uma intrepidez mínima que me dê ânimo para caminhar até o ultimo passo. Igual a tantos, sinto-me numa maratona. Confesso que o meu fôlego está acabando para levantamento de recursos, para cuidado de carentes, para gestos de solidariedade, para vencer a complacência generalizada. Depois de anos de trabalho, não encontro sombra, refresco. Admito: o dia-a-dia pode não passar de um triturador de sonhos. Não são poucas as vezes que desperdiço grande carga de energia emocional para lidar com inconstâncias e, isso é constrangedor...  Vivo ladeada por gente que trata o divino com a lógica do mercado: um mínimo de investimento esperando receber um máximo de retorno. Recompor é preciso, mas não sei como. Decepções aparentemente desprezíveis geraram um desalento monumental em minhas poucas iniciativas. Somei desencantos e agora me vejo roubada de antigos ideais. Ímpetos se transformaram em prudência. Cautela substituiu denodo. Desânimo tomou o lugar do coração aquecido. Pouco a pouco, letargia se alastrou como um cancro em minha alma. Perdida, sem paixão, perambulo como um zumbi nos becos mal iluminados da minha religião.

Vejo muitos na agonia, irmãos na angústia e amigos na caça de novos horizontes. Fico desalentada.  Por vezes não consigo dessedentar o meu coração, acalmar o meu espírito conturbado ou reverter o esmorecimento de minha existência. Sei que Deus está comigo, mas as superficialidades me sufocam, as repetições me estranham, os lugares-comuns me derrubam. Em muitos momentos sinto-me bater no fundo do poço, vejo então que a única saída é subir, subir até alcançar a luz que vejo no fim do túnel, ou melhor, no fundo do poço. Quando se está no fundo do poço, a única coisa que se pode fazer é subir. Na comunicação fria da internet, sei que posso "andar" ao lado de pessoas, e isso me anima. Pessoas tem - me ajudado a cerzir pequenas coragens no meu ser, de algum modo, vejo o mundo virtual aproximando pessoas. Sou testemunha viva desse ato... Conheci meu esposo na grande cidade net.

Sei que outros carregam um clamor semelhante ao meu. Hoje já não sinto medo de morrer... Mesmo sem conhecer muita gente fora do meu reino, penso que sete mil ainda não deixaram cair os braços diante da inclemente realidade que me rodeia.

·       *  Direitos Reservados à Cleusa de Souza Klein

É Falta de Deus


Graça paz amados do Senhor Jesus.

A mídia está veiculando uma noticia que me deixa mais uma vez perplexa...
Duas torcidas de futebol agredindo uns aos outros com socos, pontapés, pedaços de paus e tiros de revolver,  o que levou um jovem a morte e outro a estado de coma. O que deveria ser uma diversão torna-se numa tragédia da idade da pedra... Então eu pergunto: Cadê a evolução do ser humano descrita por tantos durante a história? Será que a ciência tecnológica cresceu tanto que travou a mente do homem fazendo com que volte aos primórdios da humanidade? É, voltando, regredindo, ou será que lá no fundo foi apenas camuflado de ovelha, quando na realidade não passam de um bando de bestas feras?

Todos os dias aparecem filhos batendo nos pais, isso quando não matam. Homens que trocaram o pedaço de madeira da idade da pedra por barras de ferro, socos, pontapés, armas de fogo e outras mais para subjugar suas parceiras e as de outros também. Vemos mulheres que maculam seu ventre assassinando pequenos seres impotentes que foram gerados em alguns momentos de prazer, seres que são incapazes de se defender.
Hoje usamos talheres para comer, mas usamos nossas mãos para machucar e matar. Não andamos dezenas de Km a pé, mas queimamos os meios de transporte que temos. 
São tantas as atrocidades, infanticídios, assassinatos passionais, estupros, seqüestros seguidos de morte e latrocínios, que o mundo geme, a natureza grita: "Maranata. Vem Jesus, vem!" A razão de o mundo estar assim, nada mais é que a falta de Deus.


Que nosso Pai, Senhor dos céus e da terra, te proteja e guarde debaixo de sua poderosa mão.

Missionária Cleusa de Souza Klein.

O mês da Mulher

Semana da mulher.

Quero convidar você a celebrar o mês das mulheres de um jeito diferente. Vamos orar? orar com um grupo de pessoas que estarão juntas por um mesmo propósito, muito embora algumas ainda não se conheçam. Afirmo que é uma comemoração diferente porque deixaremos de pensar em nós e vamos lembrar-nos de outras mulheres que vivem em outros países. Muitas delas não encontraremos pessoalmente nem tampouco sabemos seus nomes. Mas o fato de serem mulheres nos une ainda mais nesse mês. Ore por todas as mulheres que se encontram em paises fechados para o evangelho. A cada dia desta semana interceda por um pais onde a igreja de Cristo é perseguida, onde homens e mulheres são mortos por amor do evangelho , suplique a Deus proteção e força a cada uma dessas cristãs.
Celebre o mês da mulher de um jeito diferente! Venha entrar nesse mundo fantástico da oração e da imensa graça de Jesus.

Cleusa de Souza  Klein

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cada dia do meu novo calendário. Part. 01

Apesar de estarmos no segundo mês do novo ano, minha nova agenda ainda está vazia, exceto pelos números que indicam a data.  Ao olhar esses dias não preenchidos e todo esse tempo ainda não agendado, eu tenho a curiosidade de saber quais atividades eu terei anotado aí até o final do ano. As possibilidades intimidam e animam ao mesmo tempo, por que eu darei boas vindas a alguns acontecimentos, mas não a todos.

Enquanto eu penso no que me espera pela frente, eu relembro um evento registrado no Antigo Testamento.  As pessoas chegaram às margens do Rio Jordão, sabendo que teriam de cruza-lo para entrar na terra que Deus havia prometido aos pais deles. Certamente o medo se apossou deles ao ver o Jordão em fase de enchente, lembrando –s e dos inimigos que viviam no outro lado daquelas aguas. Acampar por três dias deve ter aumentado à ansiedade daquele povo, levando-os a valorizar as instruções que tinham recebido. “Quando virdes a arca do pacto do Senhor vosso Deus sendo levada pelos levitas sacerdotes, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis.  Contudo, haja distancia entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados, e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir, porquanto por este caminho nunca dantes passastes.” (Josué 3;  3-4)

Como os israelitas, eu também não passei “por aqui” antes. As margens de um ano novo, eu não sei o que me espera... Eu não sei quais caminhos terei de seguir para chegar ao lugar de benção  para o qual Deus  quer me conduzir... Eu não sei qual inimigo me espera. Mas, as instruções que os israelitas receberam servirão para mim... Eu também tenho que seguir por onde quer que Deus me leve. Seja na alegria ou na dor... Em aguas tranquilas ou revoltosas, tenho que fixar meus olhos no proposito de Deus e deixa-lo ser meu guia.

Embora eu não saiba o que me espera pela frente, minha fé é fortalecida quando eu revejo minha velha agenda. Revejo a quantidade de eventos adversos que aconteceram em 2010, lembro-me que Deus me ajudou no passado. .. Deus é eterno!  É o mesmo de ontem, hoje e sempre (Hebreus 13.8). Posso ficar completamente segura de que deus foi fiel a mim no passado e continuará sendo em 2011

Espero passar por momentos felizes neste ano, mas eu estou esperando lutas também, por que a vida traz algumas aflições para todos na terra. Enquanto espero o que há de vir, eu encontro conforto em uma frase que recebi de alguém: “Até onde Deus te levar, Ele também vai cuidar de você”. Isso se aplica a todos os eventos que Deus permitir a mim. Quando ele proporcionar grandes bênçãos, eu precisarei que Ele me ajude a lidar com elas, da mesma maneira que eu precisarei que Ele me ajude a trabalhar os pontos negativos e as dores que virão. Vou virando cada pagina da minha agenda e do meu calendário de vida, com a segurança de que Deus me ama e está comigo sempre. Onde quer que me leve e em tudo que Ele permitir.


São Bernardo do Campo, 04h08min do dia 03/02/2011. Hoje é uma quinta-feira.
Cleusa de Souza Klein