Seguidores: OBRIGADA POR VCS FAZEREM DE MIM UMA PESSOA MELHOR A CADA DIA.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Falando de Oração...

A experiência da oração constitui-se no elemento central da vida de cada pessoa. Foi o segredo na prática da igreja primitiva. A oração estabelece equilíbrios em nossa vida interior, entre nós e o próximo, entre nós e Deus. Hoje, nenhum projeto seu terá sucesso sem essa base de sustentação espiritual... É falar com o Pai  compartilhando nossos pensamentos e sentimentos, expressando nossas dúvidas e fazendo confissão de pecados. Declarmaos nossa adoração e agradecemos por tudo quanto o Senhor nos fez. .




Pense nisso, persevere na oração



Lindo dia pra vc

terça-feira, 1 de março de 2011

*Meus altos e baixos.



Ninguém deveria temer a morte. Eu já tive medo de morrer. Ficava apavorada só de imaginar que um dia deixaria de existir sem ter feito a minha vida valer. A luta para não deixar em branco as paginas do livro da minha vida, me fez viver quando pensava que iria morrer. Mas incluir reputação, renome, fama e poder demandam uma fabrica de energia. Viver empolga, mas também cansa para caramba.
Almejei grandes arroubos. Hoje fico satisfeita com pequenas coragens; busco uma intrepidez mínima que me dê ânimo para caminhar até o ultimo passo. Igual a tantos, sinto-me numa maratona. Confesso que o meu fôlego está acabando para levantamento de recursos, para cuidado de carentes, para gestos de solidariedade, para vencer a complacência generalizada. Depois de anos de trabalho, não encontro sombra, refresco. Admito: o dia-a-dia pode não passar de um triturador de sonhos. Não são poucas as vezes que desperdiço grande carga de energia emocional para lidar com inconstâncias e, isso é constrangedor...  Vivo ladeada por gente que trata o divino com a lógica do mercado: um mínimo de investimento esperando receber um máximo de retorno. Recompor é preciso, mas não sei como. Decepções aparentemente desprezíveis geraram um desalento monumental em minhas poucas iniciativas. Somei desencantos e agora me vejo roubada de antigos ideais. Ímpetos se transformaram em prudência. Cautela substituiu denodo. Desânimo tomou o lugar do coração aquecido. Pouco a pouco, letargia se alastrou como um cancro em minha alma. Perdida, sem paixão, perambulo como um zumbi nos becos mal iluminados da minha religião.

Vejo muitos na agonia, irmãos na angústia e amigos na caça de novos horizontes. Fico desalentada.  Por vezes não consigo dessedentar o meu coração, acalmar o meu espírito conturbado ou reverter o esmorecimento de minha existência. Sei que Deus está comigo, mas as superficialidades me sufocam, as repetições me estranham, os lugares-comuns me derrubam. Em muitos momentos sinto-me bater no fundo do poço, vejo então que a única saída é subir, subir até alcançar a luz que vejo no fim do túnel, ou melhor, no fundo do poço. Quando se está no fundo do poço, a única coisa que se pode fazer é subir. Na comunicação fria da internet, sei que posso "andar" ao lado de pessoas, e isso me anima. Pessoas tem - me ajudado a cerzir pequenas coragens no meu ser, de algum modo, vejo o mundo virtual aproximando pessoas. Sou testemunha viva desse ato... Conheci meu esposo na grande cidade net.

Sei que outros carregam um clamor semelhante ao meu. Hoje já não sinto medo de morrer... Mesmo sem conhecer muita gente fora do meu reino, penso que sete mil ainda não deixaram cair os braços diante da inclemente realidade que me rodeia.

·       *  Direitos Reservados à Cleusa de Souza Klein

É Falta de Deus


Graça paz amados do Senhor Jesus.

A mídia está veiculando uma noticia que me deixa mais uma vez perplexa...
Duas torcidas de futebol agredindo uns aos outros com socos, pontapés, pedaços de paus e tiros de revolver,  o que levou um jovem a morte e outro a estado de coma. O que deveria ser uma diversão torna-se numa tragédia da idade da pedra... Então eu pergunto: Cadê a evolução do ser humano descrita por tantos durante a história? Será que a ciência tecnológica cresceu tanto que travou a mente do homem fazendo com que volte aos primórdios da humanidade? É, voltando, regredindo, ou será que lá no fundo foi apenas camuflado de ovelha, quando na realidade não passam de um bando de bestas feras?

Todos os dias aparecem filhos batendo nos pais, isso quando não matam. Homens que trocaram o pedaço de madeira da idade da pedra por barras de ferro, socos, pontapés, armas de fogo e outras mais para subjugar suas parceiras e as de outros também. Vemos mulheres que maculam seu ventre assassinando pequenos seres impotentes que foram gerados em alguns momentos de prazer, seres que são incapazes de se defender.
Hoje usamos talheres para comer, mas usamos nossas mãos para machucar e matar. Não andamos dezenas de Km a pé, mas queimamos os meios de transporte que temos. 
São tantas as atrocidades, infanticídios, assassinatos passionais, estupros, seqüestros seguidos de morte e latrocínios, que o mundo geme, a natureza grita: "Maranata. Vem Jesus, vem!" A razão de o mundo estar assim, nada mais é que a falta de Deus.


Que nosso Pai, Senhor dos céus e da terra, te proteja e guarde debaixo de sua poderosa mão.

Missionária Cleusa de Souza Klein.

O mês da Mulher

Semana da mulher.

Quero convidar você a celebrar o mês das mulheres de um jeito diferente. Vamos orar? orar com um grupo de pessoas que estarão juntas por um mesmo propósito, muito embora algumas ainda não se conheçam. Afirmo que é uma comemoração diferente porque deixaremos de pensar em nós e vamos lembrar-nos de outras mulheres que vivem em outros países. Muitas delas não encontraremos pessoalmente nem tampouco sabemos seus nomes. Mas o fato de serem mulheres nos une ainda mais nesse mês. Ore por todas as mulheres que se encontram em paises fechados para o evangelho. A cada dia desta semana interceda por um pais onde a igreja de Cristo é perseguida, onde homens e mulheres são mortos por amor do evangelho , suplique a Deus proteção e força a cada uma dessas cristãs.
Celebre o mês da mulher de um jeito diferente! Venha entrar nesse mundo fantástico da oração e da imensa graça de Jesus.

Cleusa de Souza  Klein

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cada dia do meu novo calendário. Part. 01

Apesar de estarmos no segundo mês do novo ano, minha nova agenda ainda está vazia, exceto pelos números que indicam a data.  Ao olhar esses dias não preenchidos e todo esse tempo ainda não agendado, eu tenho a curiosidade de saber quais atividades eu terei anotado aí até o final do ano. As possibilidades intimidam e animam ao mesmo tempo, por que eu darei boas vindas a alguns acontecimentos, mas não a todos.

Enquanto eu penso no que me espera pela frente, eu relembro um evento registrado no Antigo Testamento.  As pessoas chegaram às margens do Rio Jordão, sabendo que teriam de cruza-lo para entrar na terra que Deus havia prometido aos pais deles. Certamente o medo se apossou deles ao ver o Jordão em fase de enchente, lembrando –s e dos inimigos que viviam no outro lado daquelas aguas. Acampar por três dias deve ter aumentado à ansiedade daquele povo, levando-os a valorizar as instruções que tinham recebido. “Quando virdes a arca do pacto do Senhor vosso Deus sendo levada pelos levitas sacerdotes, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis.  Contudo, haja distancia entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados, e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir, porquanto por este caminho nunca dantes passastes.” (Josué 3;  3-4)

Como os israelitas, eu também não passei “por aqui” antes. As margens de um ano novo, eu não sei o que me espera... Eu não sei quais caminhos terei de seguir para chegar ao lugar de benção  para o qual Deus  quer me conduzir... Eu não sei qual inimigo me espera. Mas, as instruções que os israelitas receberam servirão para mim... Eu também tenho que seguir por onde quer que Deus me leve. Seja na alegria ou na dor... Em aguas tranquilas ou revoltosas, tenho que fixar meus olhos no proposito de Deus e deixa-lo ser meu guia.

Embora eu não saiba o que me espera pela frente, minha fé é fortalecida quando eu revejo minha velha agenda. Revejo a quantidade de eventos adversos que aconteceram em 2010, lembro-me que Deus me ajudou no passado. .. Deus é eterno!  É o mesmo de ontem, hoje e sempre (Hebreus 13.8). Posso ficar completamente segura de que deus foi fiel a mim no passado e continuará sendo em 2011

Espero passar por momentos felizes neste ano, mas eu estou esperando lutas também, por que a vida traz algumas aflições para todos na terra. Enquanto espero o que há de vir, eu encontro conforto em uma frase que recebi de alguém: “Até onde Deus te levar, Ele também vai cuidar de você”. Isso se aplica a todos os eventos que Deus permitir a mim. Quando ele proporcionar grandes bênçãos, eu precisarei que Ele me ajude a lidar com elas, da mesma maneira que eu precisarei que Ele me ajude a trabalhar os pontos negativos e as dores que virão. Vou virando cada pagina da minha agenda e do meu calendário de vida, com a segurança de que Deus me ama e está comigo sempre. Onde quer que me leve e em tudo que Ele permitir.


São Bernardo do Campo, 04h08min do dia 03/02/2011. Hoje é uma quinta-feira.
Cleusa de Souza Klein

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Minhas Visitas ao Inferno


Minhas Visitas ao Inferno


Já visitei o inferno em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada tem a ver com o "Hades" mencionado na bíblia e nos estudos teológicos que são dados por religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa aqui. O inferno que já conheci e que me machuca fica mesmo na terra dos viventes.

Já estive no inferno do engano. Há algum tempo debato com um cenário surreal e dantesco que aconteceu dentro de minha mente. Vomito e sujeira, mau cheiro e loucura atolava meu filho no submundo dos tóxicos. Ali não existem humanos, apenas carcaças ambulantes. Sempre que tenho este pesadelo desejo dormir profundamente só para fugir do que testemunhei imaginando no futuro um cenário tão real que aflige não só a minha mente, mas, também a minha alma. Vivo a me perguntar por que os jovens se revoltam contra o sistema a sua volta. Tentam ser livres e acabam criando uma masmorra para si mesmo. Constroem o inferno com suas próprias mãos.

Sempre que desperto deste pesadelo um Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um dos jovens perdidos neste mundo tem uma mãe e um pai. Pais que choram como eu. Choram por não saber como apagar as labaredas medonhas que teimam em alcança-los.
Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido que corrói. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.
Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e prazer, omissão e loucura. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar a iniciativa, a criatividade e a esperança. Recordo quando no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.

Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos, mulheres perdidas em sentimentos da inveja. Sentei-me na roda de escarnecedores. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi pastores alçando o voo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespearianas eu própria senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeada por suspeitas e boatos. Com o nome jogado aos quatro cantos, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos de ministério. E eu sem saber como reagir.

Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito, eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros em meio às drogas. Inferno é a negligencia de pessoas que se acomodam em seu mundo particular e que se danem os que estão lá fora. Inferno é o corredor do hospital público na periferia de Brasília e em outros estados brasileiros. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é a luta que meu filho enfrenta todos os dias quando acorda dizendo que não vai mais ser escravo do vicio.
Um dia, aceitei lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.  Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça um dia se beijará.

Cleusa de Souza Klein