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terça-feira, 1 de março de 2011

O mês da Mulher

Semana da mulher.

Quero convidar você a celebrar o mês das mulheres de um jeito diferente. Vamos orar? orar com um grupo de pessoas que estarão juntas por um mesmo propósito, muito embora algumas ainda não se conheçam. Afirmo que é uma comemoração diferente porque deixaremos de pensar em nós e vamos lembrar-nos de outras mulheres que vivem em outros países. Muitas delas não encontraremos pessoalmente nem tampouco sabemos seus nomes. Mas o fato de serem mulheres nos une ainda mais nesse mês. Ore por todas as mulheres que se encontram em paises fechados para o evangelho. A cada dia desta semana interceda por um pais onde a igreja de Cristo é perseguida, onde homens e mulheres são mortos por amor do evangelho , suplique a Deus proteção e força a cada uma dessas cristãs.
Celebre o mês da mulher de um jeito diferente! Venha entrar nesse mundo fantástico da oração e da imensa graça de Jesus.

Cleusa de Souza  Klein

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cada dia do meu novo calendário. Part. 01

Apesar de estarmos no segundo mês do novo ano, minha nova agenda ainda está vazia, exceto pelos números que indicam a data.  Ao olhar esses dias não preenchidos e todo esse tempo ainda não agendado, eu tenho a curiosidade de saber quais atividades eu terei anotado aí até o final do ano. As possibilidades intimidam e animam ao mesmo tempo, por que eu darei boas vindas a alguns acontecimentos, mas não a todos.

Enquanto eu penso no que me espera pela frente, eu relembro um evento registrado no Antigo Testamento.  As pessoas chegaram às margens do Rio Jordão, sabendo que teriam de cruza-lo para entrar na terra que Deus havia prometido aos pais deles. Certamente o medo se apossou deles ao ver o Jordão em fase de enchente, lembrando –s e dos inimigos que viviam no outro lado daquelas aguas. Acampar por três dias deve ter aumentado à ansiedade daquele povo, levando-os a valorizar as instruções que tinham recebido. “Quando virdes a arca do pacto do Senhor vosso Deus sendo levada pelos levitas sacerdotes, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis.  Contudo, haja distancia entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados, e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir, porquanto por este caminho nunca dantes passastes.” (Josué 3;  3-4)

Como os israelitas, eu também não passei “por aqui” antes. As margens de um ano novo, eu não sei o que me espera... Eu não sei quais caminhos terei de seguir para chegar ao lugar de benção  para o qual Deus  quer me conduzir... Eu não sei qual inimigo me espera. Mas, as instruções que os israelitas receberam servirão para mim... Eu também tenho que seguir por onde quer que Deus me leve. Seja na alegria ou na dor... Em aguas tranquilas ou revoltosas, tenho que fixar meus olhos no proposito de Deus e deixa-lo ser meu guia.

Embora eu não saiba o que me espera pela frente, minha fé é fortalecida quando eu revejo minha velha agenda. Revejo a quantidade de eventos adversos que aconteceram em 2010, lembro-me que Deus me ajudou no passado. .. Deus é eterno!  É o mesmo de ontem, hoje e sempre (Hebreus 13.8). Posso ficar completamente segura de que deus foi fiel a mim no passado e continuará sendo em 2011

Espero passar por momentos felizes neste ano, mas eu estou esperando lutas também, por que a vida traz algumas aflições para todos na terra. Enquanto espero o que há de vir, eu encontro conforto em uma frase que recebi de alguém: “Até onde Deus te levar, Ele também vai cuidar de você”. Isso se aplica a todos os eventos que Deus permitir a mim. Quando ele proporcionar grandes bênçãos, eu precisarei que Ele me ajude a lidar com elas, da mesma maneira que eu precisarei que Ele me ajude a trabalhar os pontos negativos e as dores que virão. Vou virando cada pagina da minha agenda e do meu calendário de vida, com a segurança de que Deus me ama e está comigo sempre. Onde quer que me leve e em tudo que Ele permitir.


São Bernardo do Campo, 04h08min do dia 03/02/2011. Hoje é uma quinta-feira.
Cleusa de Souza Klein

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Minhas Visitas ao Inferno


Minhas Visitas ao Inferno


Já visitei o inferno em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada tem a ver com o "Hades" mencionado na bíblia e nos estudos teológicos que são dados por religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa aqui. O inferno que já conheci e que me machuca fica mesmo na terra dos viventes.

Já estive no inferno do engano. Há algum tempo debato com um cenário surreal e dantesco que aconteceu dentro de minha mente. Vomito e sujeira, mau cheiro e loucura atolava meu filho no submundo dos tóxicos. Ali não existem humanos, apenas carcaças ambulantes. Sempre que tenho este pesadelo desejo dormir profundamente só para fugir do que testemunhei imaginando no futuro um cenário tão real que aflige não só a minha mente, mas, também a minha alma. Vivo a me perguntar por que os jovens se revoltam contra o sistema a sua volta. Tentam ser livres e acabam criando uma masmorra para si mesmo. Constroem o inferno com suas próprias mãos.

Sempre que desperto deste pesadelo um Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um dos jovens perdidos neste mundo tem uma mãe e um pai. Pais que choram como eu. Choram por não saber como apagar as labaredas medonhas que teimam em alcança-los.
Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido que corrói. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.
Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e prazer, omissão e loucura. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar a iniciativa, a criatividade e a esperança. Recordo quando no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.

Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos, mulheres perdidas em sentimentos da inveja. Sentei-me na roda de escarnecedores. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi pastores alçando o voo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespearianas eu própria senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeada por suspeitas e boatos. Com o nome jogado aos quatro cantos, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos de ministério. E eu sem saber como reagir.

Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito, eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros em meio às drogas. Inferno é a negligencia de pessoas que se acomodam em seu mundo particular e que se danem os que estão lá fora. Inferno é o corredor do hospital público na periferia de Brasília e em outros estados brasileiros. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é a luta que meu filho enfrenta todos os dias quando acorda dizendo que não vai mais ser escravo do vicio.
Um dia, aceitei lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.  Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça um dia se beijará.

Cleusa de Souza Klein


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Quero Amigos (as)..




Na minha meninice minha mãe me disse: “Você não perde aquilo que é seu, a menos que você jogue fora.”. Naquele instante ela se referia à amizade. Eu estava chorosa porque uma coleguinha de infância tinha deixado de ser minha amiga. Minha mãe fazia questão de lembrar que aquela menina não era minha amiga, amigos jamais deixam de ser amigos, mesmo quando escorregamos no tomate. Depois, quando cresci mais, meu pai repetiu o surrado provérbio: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Passados vários anos eu consigo avaliar se consegui obedecê-los. Sinto, porém, que preciso achar novos amigos.

Muitas vezes cheguei a ficar bem decepcionada com a palavra Amizade. Ganhei muitos arranhões nos joelhos nos desdéns, aprofundei as rugas do rosto com decepções e perdi muitos cabelos, ganhei outros fios brancos com traições. Mas, mesmo assim, reluto; não posso me cauterizar, mesmo amealhando decepções eu insisto em garimpar amigos. Sei que manter amigos verdadeiros não é fácil! Tenho arrancado muitas ervas daninha no caminho.

 Na verdade, eu sempre busquei vínculos leais.

Para ser meu amigo tem que me amar!  Amigo (a) que valoriza a lealdade... Sinceramente, não consigo lidar com amizades de conveniência. Preciso de amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos que não desertam, mas que me corrigem e me fazem ser melhor a cada dia... Amigos que também não se sintam acuados e com medo de mim. Não creio em companheirismo carregado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis. Não estou pregando a rebeldia, sim o valor por gente mais do que a coisas.

Quero ser amiga de quem não se comporta como folha de papel que rasga com facilidade e que se dissolve quando a chuva das adversidades cai. Eu me conheço, sei que piso em calos. Agrido com meus silêncios quase eternos. Uso a introspecção para tecer comentários considerados ácidos. Quem ainda não os fez? Prefiro eu corrigir a deixar o estranho fazer, e isso, muitas vezes doí.  Preciso de amigos que tolerem as minhas hesitações e pecados, não sou um muro inatingível.  Quero amigos que sejam teimosos em me querer bem.

Quero ser amiga, não simples parceira de vocação. Não vou colocar o meu nome em conferências ou congressos que só me querem para divulgação. Recuso-me a reforçar eventos que engradecem pessoas ou instituições, mas não criam vínculos de carinho ou de cuidado. Não aguento abraços coreografados. Manifestações artificiais de coleguismo me enfadam. Tornou-se difícil para eu ver e ouvir pessoas dizendo "somos uma só família em Cristo" e depois vê-las alfinetando os "irmãos" com comentários venenosos. Verdadeiros amigos sabem que seus sentimentos são preciosos e como é valioso compartilhá-los. Temo pelos danos de uma Amizade superficial...  Causam danos bem maiores do que inimizades declaradas. Ando cautelosa com quem se arvora ser perfeito (a). Vez por outra preciso relaxar...  Rir do passado, sonhar maluquices para o futuro e conversar trivialidades.

Necessito de amigos que se deliciam em ouvir a mesma música duas vezes para perceber as sutilezas da poesia. Amigos que mesmo com nossas diferenças, birras e manias, são únicos e perfeitos para mim. Como é bom encontrar pessoas que gostam de partilhar pedaços do último livro lido. Vale contar com amigos que numa mesma conversa, elogiam ou espinafram políticos, e demais assuntos dentro do consenso que a liberdade permite. Amigos e amigas que gostem futebol... Não existe preço para riso ou lágrima que vem da poesia, da saudade, da dor e do amor.

Quero terminar meus dias e poder afirmar que, mesmo desacreditada das ideologias, dos sistemas econômicos e das instituições governamentais e mesmo as religiosas, jamais negligenciei a minha melhor fortuna: meus bons e velhos amigos. Contudo, ainda desejo encontrar cada vez mais amigos. Quero amigos parteiros e nunca amigos coveiros... Cuidado com estes!

(direitos reservados  a
Cleusa de Souza klein)

O Natal chegou.


                                                                     Meus queridos (as)...

                                                                     O Natal chegou,

Quando olho para minha agenda posso ver as poucas folhas que restam para o termino de 2010. O Natal se faz presente diante de nossos olhos através da mídia e do comércio que, com suas lojas cheias de luz e decoração reluzente, incentiva às compras dos presentes tão esperados para esta época do ano. Percebo que o passar dos anos apagou muito do brilho e do encanto chamado Natal, não só do clima de festa, mas também de nossos corações.  Não quero apagar o brilho de qualquer pessoa, o que não se pode negar, é que para os cristãos quem tem luz própria no Natal é JESUS. Sem Jesus em cada coração o Natal tem perdido o seu sentido e o seu brilho. As famílias cristãs não se encontram mais para reverenciar o nascimento do Salvador do mundo, a verdadeira Estrela da Manhã... Não se visita mais os amigos como Jesus foi visitado naquela noite, visitavam para adorá-lo. O brilho da estrela vai se apagando, pior que isto, a verdadeira ESTRELA DO NATAL vai sendo substituída. E ainda se pergunta: A verdadeira estrela do natal está brilhando dentro de você? Seja seu natal  iluminado pela luz que nunca se apaga... Essa luz é Jesus!!!!!

Cleusa de Souza Klein 
(direitos reservados)